quarta-feira, 1 de junho de 2011

O dia em que o sonho foi um pesadelo real

         Eu estava dormindo, estava bem, dormia um sono profundo e restaurador, estava de fato muito feliz...foi então que me acordaram,
      Quando acordei não estava mais em meu quarto...estava em um lugar familiar, porém eu não o reconhecia devido a atmosfera funesta que me envolvia, acordei e fui direto para um pesadelo terrível e árduo!
        Fui interrogada como em um tribunal.Fui chantageada.Mas então abriram uma porta e foi então que pude compreender tudo aquilo!Ele estava lá, lindo e intocável como sempre, porem se eu não respondesse o que me pediam, iriam fechar a porta e nunca mais eu o veria novamente.
       Veio o caos...tentei responder da forma mais verdadeira possível a cada pergunta que me era feita; a cada pergunta feitas eu olhava para ele e me sentia na obrigação de responder, pois o nosso destino dependia mais do nunca daquele momento.
        Então de repente tudo terminou...
       Tudo se tornou silêncio, o silêncio da espera..., da excitação..,
o silêncio da angustia...Foi aí que senti esse silêncio tristonho me 
abraçar, ele não disse nada porque simplesmente não precisava, como se tivéssemos uma ligação mental, pude ouvir o que o silêncio me dizia...ele me informou que ficaria ali abraçado comigo até quando eu precisasse dele, ele seria meu melhor amigo a partir dali.
       Apavorada olhei para meu único motivo por ter respondido todas aquelas perguntas, quando encontrei seus olhos eles estavam sem vida, sem emoção alguma, eu tentei mostrar a ele que tudo estava bem e que sairíamos juntos dali e que nada mais daria errado, foi então que ele chorou...
        Não foi uma lagrima apenas, vê-lo choras daquele jeito foi muito doloroso , era um choro compulsivo e forte, com intervalos de soluços que ele puxava da alma para poder apenas chorar mais e mais, chorei junto com ele sem saber ao certo o motivo de tudo aquilo, me levantei como que por um impulso para ir até ele e abraçá-lo.
        Mas meu interrogador(cuja presença eu havia esquecido) interveio e se pôs entre nóa, o espaço/ distância entre nós era tão pequena e do nada parecia ser uma distância intransponível e o silêncio sussurrou em meu ouvido:Eles mentiram, você foi enganada e traída, desculpe, mas mesmo assim, ainda ESTAREI AQUI...O GOSTO SERÁ AMARGO!
       Meus interrogadores me disseram que não havia nada que eu pudesse fazer para que aquela porta não se fechasse e com um sorriso no rosta me disseram entre dentes:Obrigada por colaborar e...AH, você nunca mais o verá!
       Houve um momento, um soluço preso na garganta suplicando para sair, um adeus e tudo se tornou noite...
       Quando me dei conta, estava em meu quarto deitada na minha cama, parecia que tudo não passava de um sonho, mas tinha um fragmento de verdade.Ali bem na minha frente o silêncio estava sentado na minha cama pronto para responder à todas as minhas perguntas.
       Perguntei se tudo aquilo fora verdade e com um leve aceno me disse sim, entrei em desespero, ele me reconfortou dizendo uma vez mais que eu poderia contar com ele; como uma criança desprotegida eu me aninhei em seus braços reconfortantes e quente e assim adormeci.
         E agora estamos esperando que eu saia desse estado de "coma" e que com sorte veja que tudo não passou de um terrivel pesadelo.